medo da Felicidade - tercero ato
As dus grades do tédio - do tudo igual e tudo sempre igual - são o automático e a palavra.Ja falei um puco do automático mas as pessoas têm muita dificuldade em compreender bem. Estamos mergulhados nele desde a muito. Ele é…a normalidade.
A palavra está profundamente ligada ao automático. Tenho que falar do comportamentalismo. A maior parte das palavras funciona como “estíulo condicionado” que desata comportamentos sempre iguais (comportamento, automatismo e habito - aqui para nós - são sinônimos).
Na escola, nos livros e no cotidiano viver é saber falar e o préssuposto é esse - como todos usamos as mesmas palavras - todos nos entendemos muito bem e estamos todos falando das mesmas realidades…
Tem cabimento? Pense bem! Basta mudar o tom de voz ou a expressão da face e “a mesma” palavra muda de sentido. Quando você fala com mamãe, com uma colega ou com o namorado, a “mesma” palavra terá três sentidos diferentes. Pior ainda: se V. disser “a mesma” palavra para seu namorado hoje e a repetir amanhã - ela não terá o mesmo sentido!
As pessoas não gostam nem um pouco de pensar nestas afirmações óbvias. Elas nos levam à conclusão que estamos em um mundo e entre pessoas que estão mudando o tempo todo.
Adeus segurança e adeus certeza. (Considere a palavra “segurança”. De um lado ela significa “tudo bem”, “tudo em ordem” principalmente “tudo como sempre”. Relaxe…De outro, considere “Prisaõ de Segurança Máxima”, isto é, um lugar do qual é impossivel sair…
Que tal?”Tudo bem” ou “Tudo sempre na mesma?” Estou sentindo segurança ou estoou preso sempre no mesmo circulo?
Que alívio.
E que tédio.
Volta o sonâmbulo. o que vageuia pelo mundo sem sabero por onde, nem com quem, nem por qu. Está seguro: Prisaõ de Segurança máxima: tudo o que se repete, se repte, se repete. Tudo baseado nos automatismos socialmente impostos reforçados a cada intsnte pelas palavras “iguais para todos”
Também serve: Felicidade é “não-tédio”, não repetição, tudo sempre novo! Que tal?
Acho que estamos chegando perto da Felicidade! - cuidado!
Tal vez Felicidade seja bem parecido com…acordar!
Não perca o próximo episódio de nossa busca existencialista.
Você vai…acordar.
“Se Deus quiser” - ou se V. ainda tem Salvação.





















janeiro 19th, 2009 at 13:14
Coisas tão óbvias são ignoradas pelos nossos olhos… Todos temos medo do óbvio! O medo de sermos livres, de sermos aquilo que está na cara que nós somos. A prisão das conveções sociais traz um conforto artificial, uma ilusão débil, que tende ao tédio, porque é vazio (ou ao menos superficial)de significados e reprime excessivamente a natureza de nossa mente e corpo. Essa prisão arrefece o medo animal, fisiológico e instintivo, que nos deixa acuados ao menor sinal do desconhecido. Mas o desconhecido é inévitável! O desconhecido é o nosso destino natural e inescapável! Coragem para enfrentar o medo-desconhecido e serenidade para lidar com a dúvida (até apreciar a dúvida!) são imperativos. O difícil é conseguir esta atitude e postura depois de anos de educação maligna, imersos neste mundo-prisão que não costuma tratar muito bem os prisioneiros que se rebelam…
Mestre Gaiarsa, continue escrevendo que eu continuarei lendo e, lentamente, me reeducando!
junho 5th, 2009 at 9:19
A mesmice o igual é chato Gaiarsa - concordo plenamente, porém a insegurança (aquela ligada a falta de dinheiro para manter uma vida digna) é um fator que nos mantém com o pé bem fixo no chão e os olhos bem abertos - alertas.
Esse excesso de alerta enche o saco, contar tostões para pagar as contas, vender o almoço para pagar a janta enche o saco.
O mínimo de rotina para um brasileiro assalariado chega a ser um privilégio utópico.