Medo da Felicidade (continuação)

Bem, não sei se a única Felicidade que existe é a amorosa. De algum modo sim, mas de modos a serem elucidados.

Vou começar de outro ângulo. Vivemos em automático, meio sonâmbulos, fazendo mil coisas quase sem perceber. O corpo funciona como um robot de última geração e vai dando conta de 99% do que vamos fazendo enquanto na cachola a gente fica falando, falando, falando. Dizemos: falando sozinho mas isso não tem sentido. Palavra é comunicação e dizer que falamos sozinhos é como dizer que ao falar sosinho é como se eu estivesse falando com uma parede - ou com um psicanalista…

Niknguem fala sozinho. Nos primeiros anos da vida vamos imitando modos e maneiras de muito dos personagens que nos cercam (identificações dizia Freud ,sem conhecer o profundo processo cerebral envolvido nestas identificações - um dia falo deles). O fato é que ao falr sozinho - você sabe - cada frase encontra uma espécie de resposta, de aprovação, de dúvida, de negação. É como se fosse uma roda de pessoas à tua volta dando opiniões sobre o que V. vai dizendo. 

V. não se dá conta, mas enquanto V. fala sozinha, V. vai fazendo caras que entram na convesa, que são a substância dos interlocutores internos - cada cara um personagems da infância. Na verdade, expressões bem definidas de personagens da infância, de mamãe, papai, irmão, titio, prsonagem de cinema e mais.

Pèrcebe? Falar sozinho é falar com um grupo de pessoas…invisìveis - mas que influem sobre o curso do teu pensamento. Mas não te iludas com essa descrição teatral porque, na verdade, se V. prestar bem atenção, vai perceber que você vive falando q uase sempre as mesmas frases - no mesmo circulo de presenças invisíveis. E se V. de fato inventa um novo pensamento, o grupo de dentro se alvoroça e obriga V. a re-pensar o que disse.

Hoje, com o Celular, esse diálogo interno se externaliza. Em vez de falar sozinha, V. liga para a amiga - que você conhece e sbe o que ela pensa - e o diálogo telefônico fica bem parecido com teu falar sozinha…”Você não acha?’”

Você não faz idéia de quanto V. vive dizendoi sempre os masmos pensamentos. É como conselho de mãe: “Já te disse mil vezes”…Alás, V. não imagina quantas vezes V. está falando com ela (com sua mãe) - sem perceber. Você está falado mil vezes a mesma coisa…Porque se te ocorrer um pensamento diferente, você assusta!

Nada como a Snta Paz do já conhecido e do sempre o mesmo. É um socego!

Quero dizer, em resumo, que nós vivemos como sonâmbulos, fazendo coisas sem perceber e repetindo pensamentos…sem perceber.

Vamos contrastar opiniões. Para V. o contrário da Felicidade é o que? Tristeza? Dor? Medo? Solidão?

Acho que o oposto da Felicidade é a indiferença - o tanto faz como tanto fez - o que dá na mesma.

É o nosso robô - aquele aí de cima, que faz tudo e pensa tudo sem perceber nada.

Alem do maiss ele tem um poderoso “mecanismo de defesa” contra qualquer coisa que aconteça fora do programa. Alerta! Perigo! E você acorda…assustado!

Com medo. É a famosa insegurança: “não sei o que está acontecendo!” “Não sei o que ira acontecer - logo depois”

Na verdade é o “Alerta” biológico - a reação que desperta e ativa todos os sentidos, preparando o corpo para enfrentar um desconhecido!

É vida ativada - Vida Viva - Vida bem viva!

Que  susto ! - E que medo. O que é que há? O que é que eu faço?

Agurde a continuação. É ainda mais emocionante do que até agora. Até logo


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por José Ângelo Gaiarsa, janeiro 16, 2009




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