medo da felicidade
Estranharam? Pois é, mas o fato é verdadeiro e duvidar dele é mais um dos modos de…não ser feliz.
Mas vamos fazer como os Escolásticos faziam. Vamos tentar esclarecer o significado das palvras que usarei.
Ha mil especies de felicidades - até um sorvete na praia escaldante, um quindim de sobremesa - ou um prato bem feito.
HA depois as felicidades estabelecidas e…mansas: chega em casa depois de longa viagem, encontrar velho amigo - ou velho amor - inesperadamente…Ganhar na Loteria, estreiar carro novo, a primeira lembrança-fantasia com aquela menina desconhecida (ou com o garotão do baile). Exercer habilidade quando somos hábeis em alguma atividade. Sentir-se particularmente bem vestido. fazer sucesso na festa, chegar em primeiro lugar, ser elogiado (com sinceridade!)… Chega?
Mas ha algo em comum nestas felicidaades: são todas conhecidas - ou reconhecidas -aceitas - até padronisadas. São felicidaees que é preciso sentir - são…obrigatórias!
Nenhuma delas assusta - claro. São todas mais ou menos esperadas e vou dizer isso de um modo antipático: são quase obrigatórias. Se frente a elas v. não se declarar ou não se mostra feliz, vão estranhar, vão cahar que V. é meio esquisito…
A felicidade de verdade - primeiro sinal - é insaperada, é uma surpresa (”sur”+”presa”+ “levado para cima” ) e, acredite, quando ela começa V. se sente sem pêso - leve, leve. Logo depois - ou junto - dir-se-ia que você está fora do mundo; na certa fora de seu mundo de todo dia. Para ser bm exato, V. se sente um um outro mundo. Astronauta - é isso: em um espaço infinito - sem limites.
Se a Felicidade continuar - não é preciso muito, bastam poucos minutos - você pode começar a ficar assustado porque esse estado…não é natural (!). Nem conhecido. Nem reconhecido. Se V. ainda quiser - e puder - falar com alguém, te estranharão. Você estará alheiado. Para dizer de uma vez: meio abobado, com o olhar vago, com um sorriso vago e mal compreendendo o que te disserem.
Um sonâmbulo, alguem que sai por aí vivendo um sonho.
Será fácil - muito fácil - V. começar a ficar preocupado e ansioso, querendo “voltar para a realidade” e tendo muita dificuldade em conseguir. Porque na verdade você não quer!!! Alguma coisa em você acha que V. precisa, mas outra parte se recusa a voltar. Se a felicidade é devida a outra pessoa (quase sempre é) ela se torna uma obcessão. Aparentemente só ela existe no mundo - ou nada mais tem importância.
Como é fácil imaginar, esta felicidade não pode durar muito e aí V. se desespera porque teu gosto seria que ela durasse para sempre e quando ela comaça a se esgarçar - como neblina - você vai voltando para uma realidade que nunca te pareceu tão dura, impessoal, fria - morta.
Você será um gênio de humanidade se, neste período, não se voltar contra ela, acreditando que ela fez alguma coisa para desfazer o sonho. Que a culpa é dela…
Vamos voltar - ainda ha muito o que dizer.





















janeiro 16th, 2009 at 16:06
Muito bom tema para começar um novo ano! Que bom, Gaiarsa, que você voltou a escrever no seu blog. Estava com saudades!