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	<title>Doutor Gaiarsa</title>
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	<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 18:04:51 +0000</pubDate>
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		<title>A MATANÇA DOS INOCENTES</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 18:04:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Jeová não deve ser muito amigo de crianças. Creio, mesmo, em uma secreta cumplicidade entre Ele e Herodes, aquele que mandou matar todas as crianças com menos de dois anos quando lhe disseram que havia nascido um Grande Rei que o superaria.
Na Psicanálise de Freud o &#8220;infantil&#8221; em nós é mal visto e mal falado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jeová não deve ser muito amigo de crianças. Creio, mesmo, em uma secreta cumplicidade entre Ele e Herodes, aquele que mandou matar todas as crianças com menos de dois anos quando lhe disseram que havia nascido um Grande Rei que o superaria.</p>
<p>Na Psicanálise de Freud o &#8220;infantil&#8221; em nós é mal visto e mal falado, sinônimo de neurótico, regressivo, irracional, imaturo e mais palavrões similares.</p>
<p>Chamar de &#8220;criança&#8221; ou &#8220;infantil&#8221; a pessoas adultas é ofensa universal significando, em paralelo com Freud, irresponsável, ignorante, bobo.</p>
<p>No entando, a criança, tanto a de verdade como a que sobrevive em nós, é a semente do possível - é o que pode se desenvolver, a promessa de tudo o que ainda não somos mas poderemos vir a ser.</p>
<p>O &#8221;adulto&#8221; ou a &#8220;Personalidade Madura&#8221; - como diz Giovanni Papini - é um &#8220;homem acabado&#8221;; acabado, isto é, sem futuro, sem nonvidade, é alguém que ja deu tudo o que tinha a dar - algo esgotado.</p>
<p>A criança interior funciona em nós, como o broto terminal nas plantas - a zona de crescimento contínuo.</p>
<p>A criança interior é, pois, muito imoportante e convem cultivá-la e ouví-la, por mais tolas que suas manifestações possam parecer ( para os adultos!).</p>
<p>A criança - tanto a de verdade como a interior-  é o futuro no pressente.</p>
<p>A criança interior - em nós - responde por tudo o que dizemos de nós para nós mesmos &#8220;que bobagem&#8221;, &#8220;inagine!&#8221;, &#8220;a gente pensa cada uma!&#8221;</p>
<p>Nossas bobagens são muito importantes para nós e mais veze sim do que não será necessário vivê-las - ou nos esterelizamos em uma rotina vazia - no tédio do sempre igual.</p>
<p>Ai do adulto que nunca é criança!</p>
<p>A criança ainda não sabe distinguir o que é importante - aos olhos dos adultos. Ela ainda acha que aquilo que acontece uma só vez pode ser mais importante do que acontece muitas vezes.</p>
<p>Morrer, pr exemplo.</p>
<p>Ela acha que o imprevisível é tão importante quanto o costumeiro - é até mais atraente ( e assutador!). Chega ao cúmulo de considerar existentes as coisas sem lógica e de dar a essas coisas bsurdas o mesmo valor dado às coisas sérias e razoáveis (para o adulto).</p>
<p>A criança é muito incomoda. Vive fazendo com que o adulto duvide de todas as suas verdades.</p>
<p>Muito mais fácil dizer &#8220;coisas de criança são bobagens&#8221;</p>
<p>A criança dá valores iguais ao contingentee ao necessário, leva igualmente a sério o transitório e o eterno, presta a mesma atenção ao universal e ao individual (até mais a este do que àquele.</p>
<p>Já se viu  quantos despropositos? Como é possível dar atenção às  crinaças?</p>
<p>Criança só pode mesmo dizer tolices e só pode mesmo ser ignorante - porque se ela não fosse, viria abaixo todo o fantástico mundo das certezas dos adultos.</p>
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		<title>P.S. - Medo da Felicidade</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 16:37:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vejam só. Talando de felicidade esqueci do cérebro.
Ele foi feito para nos fazer felizes - sabia?
Primeiro - como disse - ele controla toos os movimentos - ele é que prende - é o carcereiro. Tudo para te proteger mas &#8220;ele&#8221; sabe que viver se protegendo - fazer tudo para se sentgir seguro - não é vida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejam só. Talando de felicidade esqueci do cérebro.</p>
<p>Ele foi feito para nos fazer felizes - sabia?</p>
<p>Primeiro - como disse - ele controla toos os movimentos - ele é que prende - é o carcereiro. Tudo para te proteger mas &#8220;ele&#8221; sabe que viver se protegendo - fazer tudo para se sentgir seguro - não é vida. Na verdade, é morte - são as tais repetições - tudo seguro e tudo sem graça.</p>
<p>Se ele não tivesse jeito de criar novidade a gente seria múmia desde o berço&#8230;MAs para gerar novidade ele precisa do outro!</p>
<p>Bacana, não é?</p>
<p>Como é? Ha uma região do cérbro feita para V. reconhecer caras - e as expressões das caras, claro. Ha outra região - os &#8220;neurônios espelho&#8221; - feitos para você imitar os outros. Quando duas pessoas se olham bem, um tende a imitar o outro e vice-versa. O resultado é&#8230;uma dança - a dança do encontro. Mas é preciso olhar bem e olhar &#8220;sem intenção&#8221; - olhar para ver, o que é fácil e bonito de dizr mas bem difícil de fazer. Quando lhamos para outra pessoa quase sempre temos expresssões fitas na face, caras que impedem a comunbiocação livre. Caras que já marcam qual será a dança - a tua dança.</p>
<p>Mas o genial e ser capaz de deixar acontecer a nossa dança - nem minha nem sua. Tudo está neste momento: olhar sem intenção, olhar para ver - mais nada.</p>
<p>Difícil. Por isso os encontros expressivos são tão raros. E não é so proibição social, é medo. Medo de se &#8220;deixar levar&#8221;. Deixar-se levar pelo outro - dizemos. E aí talvez não seja mujito bom mesmo. O segredo - este sim - o segredod a Felicidade está no olhar sem intenção, olhar para ver, llhar para perceber o outro - como ele ( ela) está neste momento, como ele ( ela) está se pondo diante de V. A arte de experimentar a Felicidade está muito próxima da arte de olhar&#8230;som intenção. Olhar para ver - nada mais. E que ela esteja na mesma&#8230;Por isso a Felicidade é muito rara.</p>
<p>Sme perceber, smpre que olhamos para o outro olhamos com intenções. Mas este capítulo fica para amanhã.</p>
<p>Em tempo: quem escrever para mim com todas aquelas interrogações sem sentido ao longo do texto pode crer: ao ver as interrogações deleto sem ler.</p>
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		<title>Medo da Felicidade - Fim</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 19:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Será que os músculos têm algo a ver com a Felicidade?
Tem. Demais. Sempre que falei em &#8220;automático &#8221; (habito, rotina, repetição) eu me refria a esse departamento do cérebro que ocupa dois terços do mesmo. Tudo o que as pessoas pensam que são as palavras que controlam, aconselham, impõem, proíbem estão&#8230;erradas. Quem nos segura são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que os músculos têm algo a ver com a Felicidade?</p>
<p>Tem. Demais. Sempre que falei em &#8220;automático &#8221; (habito, rotina, repetição) eu me refria a esse departamento do cérebro que ocupa dois terços do mesmo. Tudo o que as pessoas pensam que são as palavras que controlam, aconselham, impõem, proíbem estão&#8230;erradas. Quem nos segura são inibições motoras que adquirimos na ingância, imitando amigos e inimgos - sem que ninguem pecebesse o que estava acontecendo Foi assim que nos socialisamos - por imitação - e depois fomos levados por essas imitações. NOte os termos: somos lavado - ou prêsos - por essas imitações muito mais eficientes do que bons conselhos ou boas intenções.</p>
<p>Elas aão uma verdadeira prisão - a prisão do semper o mesmo, do &#8220;como se deve&#8221;, do &#8220;sempre fiz assim&#8221;, do &#8220;é costume de minha família&#8221;, &#8220;è o certo&#8221;&#8230;</p>
<p>A Felicidade - e o medo - acontecem quando esta prisão afrouxa de repente e V. se sente no espaço, livre, flutuando (na verdade, fóra do espaço&#8230;). Extranhou o medo ? Não estranhe, não. Nossa reação animal e humana quando entramos em uma situação nunca antes experimentadaa é de medo,de &#8220;e agora~o que vai acontecer?&#8221;. Logo depois: preciso voltar lógo ao&#8230;&#8221;normal&#8221; ( à cadeia) .<br />
Para bem com preender estas palavras é prfeciso certa imaginação&#8230;corporal. Imagine que V. de repente é um balão de borracha com a sua forma mas de gás. Imagine que todas s coordenadas de tempo e espaço desapareçam e V. não sabe mais como está, onde está, como se mexer - nem como párar de pé. è assim que nos sentimos quando felizes, &#8220;inspirados&#8221;, &#8220;em transe&#8221; - até &#8220;iluminados&#8221;</p>
<p>As pessoas pensam que a iluminação (talvez a forma mais alta de Felicidade é uma delícia sem fim. Ms ha historias de santos que elouqueceram quandotocados pela Graça divina,</p>
<p>É bem assim: como se V. sem o treino do astronauta, ficasse de repente sem pêso - fora de qualquer espaço, incapaz de qualquer gesto deliberado - bobo&#8230;</p>
<p>Se este estado estiver ligado à presença ou à lembrança de uma pessoa (a mulher amada) V. talvez se deixe levar porque muito se fala dessa leveza. Mas se a leveza acontecer por outros motivos, V. vai entrar em pânico - sem saber em que mundo V. foi parar.</p>
<p>Se V. está me acompanhando então sabe do que estou falando: a Felicidade maior é sentir-se Livre, sem amarras, sem rotina, sem obrigação, sem objetivo. Sentir-se feliz consiste em passar para um mundo sem gravidade (por um tempo que seja - claro). é sentir-se outro - um estranho - um E.T.</p>
<p>Cuidado com a felicidade.</p>
<p>Ela pode enlouquecer - a Santa Loucura - dos Misticos - quando deixam de ser &#8220;les mesmos&#8221;, deixam de ser humanos,  quando trocam de corpo, quando se despem de todos os hábitos e laços terrenos.</p>
<p>Chega?</p>
<p>P´ra mim chega. Espero ter sido de alguma utilidade para quem leia estas mal traçadas linhas. Garanto que foram ecritas em estado de total sobriedade - embora, no dizer de muitos, certas drogas possam produzir efeitos parecidos - e talvez por isso viciem. Penso até que crtas drogas produzem Felicidade nas primeiras tomadas mas depois o viciado fica viciado po  isso mesmo: por querer experimentar mais vezes o que só acontece uma ou poucas. Difíciul voltar para esse Vale de  Lágrimas depois de ter passeadero entre núvens.</p>
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		<title>medo da Felicidade - tercero ato</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 15:18:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As dus grades do tédio - do tudo igual e tudo sempre igual - são o automático e a palavra.Ja falei um puco do automático mas as pessoas têm muita dificuldade em compreender bem. Estamos mergulhados nele desde a muito. Ele é&#8230;a normalidade.
A palavra está profundamente ligada ao automático. Tenho que falar do comportamentalismo. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As dus grades do tédio - do tudo igual e tudo sempre igual - são o automático e a palavra.Ja falei um puco do automático mas as pessoas têm muita dificuldade em compreender bem. Estamos mergulhados nele desde a muito. Ele é&#8230;a normalidade.</p>
<p>A palavra está profundamente ligada ao automático. Tenho que falar do comportamentalismo. A maior parte das palavras funciona como &#8220;estíulo condicionado&#8221; que desata comportamentos sempre iguais (comportamento, automatismo e habito - aqui para nós - são sinônimos).</p>
<p>Na escola, nos livros e no cotidiano viver é saber falar e o préssuposto é esse - como todos usamos as mesmas palavras - todos nos entendemos muito bem e estamos todos falando das mesmas realidades&#8230;</p>
<p>Tem cabimento? Pense bem! Basta mudar o tom de voz ou a expressão da face e &#8220;a mesma&#8221; palavra muda de sentido. Quando você fala com mamãe, com uma colega ou com o namorado, a &#8220;mesma&#8221; palavra terá três sentidos diferentes. Pior ainda: se V. disser &#8220;a mesma&#8221; palavra para seu namorado hoje e a repetir amanhã - ela não terá o mesmo sentido!</p>
<p>As pessoas não gostam nem um pouco de pensar nestas afirmações óbvias. Elas nos levam à conclusão que estamos em um mundo e entre pessoas que estão mudando o tempo todo.</p>
<p>Adeus segurança e adeus certeza. (Considere a palavra &#8220;segurança&#8221;. De um lado ela significa &#8220;tudo bem&#8221;, &#8220;tudo em ordem&#8221;  principalmente &#8220;tudo como sempre&#8221;. Relaxe&#8230;De outro, considere &#8220;Prisaõ de Segurança Máxima&#8221;, isto é, um lugar do qual é impossivel sair&#8230;</p>
<p>Que tal?&#8221;Tudo bem&#8221; ou &#8220;Tudo sempre na mesma?&#8221; Estou sentindo segurança ou estoou preso sempre no mesmo circulo?</p>
<p>Que alívio.</p>
<p>E que tédio.</p>
<p>Volta o sonâmbulo. o que vageuia pelo mundo sem sabero por onde, nem com quem, nem por qu. Está seguro: Prisaõ de Segurança máxima: tudo o que se repete, se repte, se repete. Tudo baseado nos automatismos socialmente impostos reforçados a cada intsnte pelas palavras &#8220;iguais para todos&#8221;</p>
<p>Também serve: Felicidade é &#8220;não-tédio&#8221;, não repetição, tudo sempre novo! Que tal?</p>
<p>Acho que estamos chegando perto da Felicidade! - cuidado!</p>
<p>Tal vez Felicidade seja bem parecido com&#8230;acordar!</p>
<p>Não perca o próximo episódio de nossa busca existencialista.</p>
<p>Você vai&#8230;acordar.</p>
<p>&#8220;Se Deus quiser&#8221; - ou se V. ainda tem Salvação.</p>
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		<title>Medo da Felicidade (continuação)</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 15:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Bem, não sei se a única Felicidade que existe é a amorosa. De algum modo sim, mas de modos a serem elucidados.
Vou começar de outro ângulo. Vivemos em automático, meio sonâmbulos, fazendo mil coisas quase sem perceber. O corpo funciona como um robot de última geração e vai dando conta de 99% do que vamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, não sei se a única Felicidade que existe é a amorosa. De algum modo sim, mas de modos a serem elucidados.</p>
<p>Vou começar de outro ângulo. Vivemos em automático, meio sonâmbulos, fazendo mil coisas quase sem perceber. O corpo funciona como um robot de última geração e vai dando conta de 99% do que vamos fazendo enquanto na cachola a gente fica falando, falando, falando. Dizemos: falando sozinho mas isso não tem sentido. Palavra é comunicação e dizer que falamos sozinhos é como dizer que ao falar sosinho é como se eu estivesse falando com uma parede - ou com um psicanalista&#8230;</p>
<p>Niknguem fala sozinho. Nos primeiros anos da vida vamos imitando modos e maneiras de muito dos personagens que nos cercam (identificações dizia Freud ,sem conhecer o profundo processo cerebral envolvido nestas identificações - um dia falo deles). O fato é que ao falr sozinho - você sabe - cada frase encontra uma espécie de resposta, de aprovação, de dúvida, de negação. É como se fosse uma roda de pessoas à tua volta dando opiniões sobre o que V. vai dizendo. </p>
<p>V. não se dá conta, mas enquanto V. fala sozinha, V. vai fazendo caras que entram na convesa, que são a substância dos interlocutores internos - cada cara um personagems da infância. Na verdade, expressões bem definidas de personagens da infância, de mamãe, papai, irmão, titio, prsonagem de cinema e mais.</p>
<p>Pèrcebe? Falar sozinho é falar com um grupo de pessoas&#8230;invisìveis - mas que influem sobre o curso do teu pensamento. Mas não te iludas com essa descrição teatral porque, na verdade, se V. prestar bem atenção, vai perceber que você vive falando q uase sempre as mesmas frases - no mesmo circulo de presenças invisíveis. E se V. de fato inventa um novo pensamento, o grupo de dentro se alvoroça e obriga V. a re-pensar o que disse.</p>
<p>Hoje, com o Celular, esse diálogo interno se externaliza. Em vez de falar sozinha, V. liga para a amiga - que você conhece e sbe o que ela pensa - e o diálogo telefônico fica bem parecido com teu falar sozinha&#8230;&#8221;Você não acha?&#8217;&#8221;</p>
<p>Você não faz idéia de quanto V. vive dizendoi sempre os masmos pensamentos. É como conselho de mãe: &#8220;Já te disse mil vezes&#8221;&#8230;Alás, V. não imagina quantas vezes V. está falando com ela (com sua mãe) - sem perceber. Você está falado mil vezes a mesma coisa&#8230;Porque se te ocorrer um pensamento diferente, você assusta!</p>
<p>Nada como a Snta Paz do já conhecido e do sempre o mesmo. É um socego!</p>
<p>Quero dizer, em resumo, que nós vivemos como sonâmbulos, fazendo coisas sem perceber e repetindo pensamentos&#8230;sem perceber.</p>
<p>Vamos contrastar opiniões. Para V. o contrário da Felicidade é o que? Tristeza? Dor? Medo? Solidão?</p>
<p>Acho que o oposto da Felicidade é a indiferença - o tanto faz como tanto fez - o que dá na mesma.</p>
<p>É o nosso robô - aquele aí de cima, que faz tudo e pensa tudo sem perceber nada.</p>
<p>Alem do maiss ele tem um poderoso &#8220;mecanismo de defesa&#8221; contra qualquer coisa que aconteça fora do programa. Alerta! Perigo! E você acorda&#8230;assustado!</p>
<p>Com medo. É a famosa insegurança: &#8220;não sei o que está acontecendo!&#8221; &#8220;Não sei o que ira acontecer - logo depois&#8221;</p>
<p>Na verdade é o &#8220;Alerta&#8221; biológico - a reação que desperta e ativa todos os sentidos, preparando o corpo para enfrentar um desconhecido!</p>
<p>É vida ativada - Vida Viva - Vida bem viva!</p>
<p>Que  susto ! - E que medo. O que é que há? O que é que eu faço?</p>
<p>Agurde a continuação. É ainda mais emocionante do que até agora. Até logo</p>
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		<title>medo da felicidade</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 20:09:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Estranharam? Pois é, mas o fato é verdadeiro e duvidar dele é mais um dos modos de&#8230;não ser feliz.
Mas vamos fazer como os Escolásticos faziam. Vamos tentar esclarecer o significado das palvras que usarei.
Ha mil especies de felicidades - até um sorvete na praia escaldante, um quindim de sobremesa - ou um prato bem feito.
HA depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estranharam? Pois é, mas o fato é verdadeiro e duvidar dele é mais um dos modos de&#8230;não ser feliz.</p>
<p>Mas vamos fazer como os Escolásticos faziam. Vamos tentar esclarecer o significado das palvras que usarei.</p>
<p>Ha mil especies de felicidades - até um sorvete na praia escaldante, um quindim de sobremesa - ou um prato bem feito.</p>
<p>HA depois as felicidades estabelecidas e&#8230;mansas: chega em casa depois de longa viagem, encontrar velho amigo - ou velho amor - inesperadamente&#8230;Ganhar na Loteria, estreiar carro novo, a primeira lembrança-fantasia com aquela menina desconhecida (ou com o garotão do baile). Exercer habilidade quando somos hábeis em alguma atividade. Sentir-se particularmente bem vestido. fazer sucesso na festa, chegar em primeiro lugar, ser elogiado (com sinceridade!)&#8230; Chega?</p>
<p>Mas ha algo em comum nestas felicidaades: são todas conhecidas - ou reconhecidas -aceitas - até padronisadas. São felicidaees que é preciso sentir - são&#8230;obrigatórias!</p>
<p>Nenhuma delas assusta - claro. São todas mais ou menos esperadas e vou dizer isso de um modo antipático: são quase obrigatórias. Se frente a elas v. não se declarar ou não se mostra feliz, vão estranhar, vão cahar que V. é meio esquisito&#8230;</p>
<p>A felicidade de verdade - primeiro sinal - é insaperada, é uma surpresa (&#8221;sur&#8221;+&#8221;presa&#8221;+ &#8220;levado para cima&#8221; ) e, acredite, quando ela começa V. se sente sem pêso - leve, leve. Logo depois - ou junto - dir-se-ia que você está fora do mundo; na certa fora de seu mundo de todo dia. Para ser bm exato, V. se sente um um outro mundo. Astronauta - é isso: em um espaço infinito - sem limites.</p>
<p>Se a Felicidade continuar - não é preciso muito, bastam poucos minutos - você pode começar a ficar assustado porque esse estado&#8230;não é natural (!). Nem conhecido. Nem reconhecido. Se V. ainda quiser - e puder - falar com alguém, te estranharão. Você estará alheiado. Para dizer de uma vez: meio abobado, com o olhar vago, com um sorriso vago e mal compreendendo o que te disserem.</p>
<p>Um sonâmbulo, alguem que sai por aí vivendo um sonho.</p>
<p>Será fácil - muito fácil - V. começar a ficar preocupado e ansioso, querendo &#8220;voltar para a realidade&#8221; e tendo muita dificuldade em conseguir. Porque na verdade você não quer!!! Alguma coisa em você acha que V. precisa, mas outra parte se recusa a voltar. Se a felicidade é devida a outra pessoa (quase sempre é) ela se torna uma obcessão. Aparentemente só ela existe no mundo - ou nada mais tem importância.</p>
<p>Como é fácil imaginar, esta felicidade não pode durar muito e aí V. se desespera porque teu gosto seria que  ela durasse para sempre e quando ela comaça a se esgarçar - como neblina - você vai voltando para uma realidade que nunca te pareceu tão dura, impessoal, fria - morta.</p>
<p>Você será um gênio de humanidade se, neste período,  não se voltar contra ela, acreditando que ela fez alguma coisa para desfazer o sonho. Que a culpa é dela&#8230;</p>
<p>Vamos voltar - ainda ha muito o que dizer.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A Rede</title>
		<link>http://www.doutorgaiarsa.com.br/a-rede</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 00:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.doutorgaiarsa.com.br/?p=73</guid>
		<description><![CDATA[A rede não tem fim - nem começo.
A rede é um mar - de ondas eletro-magnéticas - que são eternas - até encontrar alguém - alguns - muitos - todos na mesma onda.
Somos surfistas das ondas eletro-magnéticas. Quando elas não nos encontram, continuam eternamente pelo espaço - levando mensagens para o infinito - para os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A rede não tem fim - nem começo.</p>
<p>A rede é um mar - de ondas eletro-magnéticas - que são eternas - até encontrar alguém - alguns - muitos - todos na mesma onda.</p>
<p>Somos surfistas das ondas eletro-magnéticas. Quando elas não nos encontram, continuam eternamente pelo espaço - levando mensagens para o infinito - para os anjos - para outras galáxias.</p>
<p>As ondas são vozes - ou músicas - ou textos - pedidos - esperas -esperanças - desesperos vagando no infinito.</p>
<p>Um dia,  alguém, quem sabe&#8230;</p>
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		<title>Sempre a Palavra</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 17:33:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Que mais confunde do que esclarece, que mais ilude do que diz.
Nunca se diz que palavras são ditas com várias expressões faciais, em variados tons de voz , com gestos variados, em certa atitude. No entanto, se variar qualquer uma destas variáveis, o sentido da frase muda. Mas a convicção inconsciente das pessoas é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que mais confunde do que esclarece, que mais ilude do que diz.</p>
<p>Nunca se diz que palavras são ditas com várias expressões faciais, em variados tons de voz , com gestos variados, em certa atitude. No entanto, se variar qualquer uma destas variáveis, o sentido da frase muda. Mas a convicção inconsciente das pessoas é que a palavra disse tudo o que eu queria dizer. Até que: se meu dizer tivesse sido escrito, ele teria o mesmo sentido - seria lido como se a pessoas estivessem me ouvindo.</p>
<p>Na Internet (sem visual) estes equívocos alcançam as núvens.</p>
<p>Internautas: CUIDADO! O outro lado pode estar entendendo tudo a seu próprio modo e não ao modo de quem mandou o recado.</p>
<p>Quem avisa amigo é (ou é inimigo?)</p>
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		<title>Palavras Fáceis</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 18:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito tempo brigo com as palavras. Elas servem mais para fazer com que nos desentendamos do que nos ajudam a nos compreender.
As palavras muito usadas têm tantos sentidos (no dicionário) que se torna bem difícil saber o que nosso interlocutor quis dizer. Alma. afeto, energia, amor (!), desejo, normal, liberdade, justiça, democracia&#8230;
Tive a curiosidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito tempo brigo com as palavras. Elas servem mais para fazer com que nos desentendamos do que nos ajudam a nos compreender.</p>
<p>As palavras muito usadas têm tantos sentidos (no dicionário) que se torna bem difícil saber o que nosso interlocutor quis dizer. Alma. afeto, energia, amor (!), desejo, normal, liberdade, justiça, democracia&#8230;</p>
<p>Tive a curiosidade de procurar em um dicionário o que sibnificava a palavra &#8220;espírito&#8221;. Encontrei 30 respostas e para a palavra &#8221;mente&#8221;, 28.</p>
<p>Dá para compreender? Dá para nos compreenderem?</p>
<p>Vamos ter paciência e vamos nos acostumar a fazer muitas perguntas quando ouvirmos certas palavras&#8230; Na verdade, as mais importantes e as mais faladas.</p>
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		<title>Discutindo a Relação&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 18:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Para você de fato comprender o que outra pessoa está dizendo, você precisa olhar para ela, ouvir o tom da voz, ver qual a atitude em que ela está e quais gestos ela está fazendo.
Principalmente olhar. Temos no cérebro os &#8220;neurônios espelho&#8221; que facilitam a imitação. Quando falamos olhando a pessoa, quase sem querer, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para você de fato comprender o que outra pessoa está dizendo, você precisa olhar para ela, ouvir o tom da voz, ver qual a atitude em que ela está e quais gestos ela está fazendo.</p>
<p>Principalmente olhar. Temos no cérebro os &#8220;neurônios espelho&#8221; que facilitam a imitação. Quando falamos olhando a pessoa, quase sem querer, a imitamos, e esse é o melhor modo de entender o outro.</p>
]]></content:encoded>
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